EXPLICATUDO

EXPLICATUDO

A IDADE PSICOLÓGICA

A IDADE PSICOLÓGICA


Este conceito de idade refere-se ás competências comportamentais que a pessoa pode mobilizar em resposta ás mudanças de ambiente. Ela inclui as capacidades mnésicas ( a memória ) as capacidades intelectuais ( a inteligência ) e as motivações para o empreendimento. Uma boa manutenção destas actividades permite uma melhor auto – estima e a conservação de um elevado nível de auto – domínio e de controlo. Alguns autores consideram , a este respeito, que se deve analisar um " envelhecimento terciário ", que, ao contrário do envelhecimento secundário, parece estar em maior parte sob controlo do indivíduo.


Conforme já se disse atrás a idade psicológica tem essencialmente a ver com características e factores culturais individuais ou de grupo que, de alguma forma, fornecem aquilo a que vulgarmente se chama a juventude de espírito. A importância da inteligência, ou do treino ( traquejo ) das faculdades intelectivas, é determinante para a avaliação da idade psicológica.


1- Métodos de avaliação da idade psicológica


A metodologia utilizada no estudo do envelhecimento inclui aspectos experimentais que se conjugam em testes de avaliação comparativa entre os desempenhos de diferentes idades no mesmo momento, os chamados planos transversais, os planos longitudinais, que estudam o mesmo grupo de indivíduos em fases ( tempos ) diferentes da sua vida, e os planos sequenciais que são uma síntese dos dois anteriores, estudando transversal e longitudinalmente grupos dados de indivíduos.


Qualquer um dos métodos será descrito sumariamente:


Método transversal: constitui-se um grupo de controlo com jovens e um outro grupo chamado de experimental com idosos e fazem-se provas conjuntas de memória para recordação livre de palavras. Os desempenhos atingem o máximo nos sujeitos com 20 / 30 anos, declinam lentamente até aos 60 anos e sofrem duas quedas acentuadas logo após os 60 anos e após os 80 anos.


Método longitudinal: Constitui-se um ou vários grupos de indivíduos jovens que vão sendo estudados ao longo da sua vida com intervalos de tempo mais ou menos longos. Não existem muitos estudos que se possam considerar muito completos segundo este método porque existe uma larga dependência do tempo ( que corre tanto para os sujeitos analisados como para os próprios cientistas ) para além do facto do conteúdo dos testes dever ser actualizado de acordo com a própria evolução psíquica e social dos indivíduos estudados e encontrar correspondência na evolução científica dos cientistas.


Método sequencial: Sendo este método uma síntese dos dois anteriores iremos descrevê-lo de uma forma mais alargada dada a sua significação.


Retomemos o exemplo da prova de recordação livre de listas de palavras. Um primeiro grupo é testado, por exemplo aos 50 anos, e volta a ser testado aos 60 anos mas nesta altura introduz-se um novo grupo com 50 anos, voltando a proceder-se da mesma forma em períodos de dez anos, introduzindo sempre grupos novos.


K. W. Shaie ( 1965, 1980 ), realizou uma investigação sobre o envelhecimento tendo por base este método tendo chegado ás seguintes conclusões: em primeiro lugar a curva de envelhecimento observada é diferente daquela que é obtida com o plano transversal. O declínio é mais tardio ( por vezes este não ocorre antes do 70 anos ) relativamente a certos testes. Em segundo lugar, os perfis de envelhecimento psicológico variam muito de indivíduo para indivíduo.


Com base no que aqui se diz, ou os métodos aplicados esquecem alguma coisa ou acrescentam algo um ao outro ( sem se saber bem qual deles se sobrepõe em termos de proximidade de certeza ao outro ). Ora, o facto de se trabalhar com elementos tão pouco fiáveis comparativamente não deixa de resultar numa certa frustração para o estudioso.

 



21/12/2007
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